Ter um subemprego significa trabalhar informalmente e em posições que não necessitam de qualificação. A citar, serviços de limpeza, ajudantes de cozinha, Au pairs, ou atendentes, por exemplo. São trabalhos como qualquer outro e que ajudam muita gente a se sustentar, mas muitas vezes vistos com um certo preconceito.
Muitos brasileiros saem do país com o sonho de ganharem bons salários e terem uma vida tranquila e estável. Alguns deixam carreiras consolidadas e, ao chegarem no destino, têm de recorrer a subempregos por não conseguirem uma colocação na área em que se especializaram. Para alguns, é apenas uma forma temporária de sobreviver. Para outros, é a uma oportunidade de aprendizado e ressignificação.
Mas será que isso vale a pena? Vale lembrar que fora do Brasil um subemprego é melhor remunerado, mas o trabalho é igualmente pesado. Exige muito fisicamente e as horas extras são uma realidade para quase todos. É importante avaliar a sua predisposição para enfrentar essas tarefas e não correr o risco de uma decepção.
Compensa arriscar?
Quem imigra não está destinado apenas ao subemprego. Existem vários países que procuram brasileiros qualificados para áreas como Enfermagem e TI, principalmente. Mas os que não têm essa sorte a princípio, ingressam por outros caminhos para otimizarem a fluência na língua local ou mesmo fazerem contatos. Via de regra, as empresas priorizam os nativos na hora de contratarem para vagas melhores, digamos assim.
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Além disso, é possível encontrar vagas de Au Pair, por exemplo, com salários maiores ou iguais ao piso de profissões como jornalistas, professores, administrativos e técnicos comerciais. Como ponto a favor, o custo de vida nos destinos mais comuns dos brasileiros (Estados Unidos, Canadá e países da Europa) é menor ou tem remunerações que acompanham as despesas dos habitantes.
Porque os brasileiros são contratados
Os brasileiros são conhecidos pela multidisciplinaridade e facilidade de adaptação em diferentes meios. Por isso, é muito comum encontrar nossos conterrâneos em cozinhas, nas limpezas ou fazendo aqueles serviços que “ninguém quer fazer”. Em vários depoimentos, alguns dizem-se muito melhores assim.
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Nada de glamour
O subemprego nada tem a ver com aquele clima de glamour que pintam sobre morar no exterior, tem que ralar bastante. Quem pensa em emigrar e não está disposto a essas soluções, deve pensar muito bem. Os seus anos de estudo não irão pelo ralo e a situação pode ser temporária. Mas não espere chegar no estrangeiro e conseguir o emprego dos sonhos porque isso raramente acontece.
Salário mínimo atraente
Vale a pena ressaltar que os salários minimos de muitos países são mais atrativos do que o brasileiro. Veja abaixo uma lista feita com a cotação do dólar de janeiro de 2015 com os 11 maiores salários mínimos mensais do mundo.
1- Austrália: R$ 5.991,87
2- Luxemburgo: R$ 5.856,64
3- Nova Zelândia: R$ 5.044,48
4- Bélgica: R$ 4.754,08
5- Holanda: R$ 4.578,54
6- Irlanda: R$ 4.571,01
7- Germany: R$ 4.491,74
8- França R$ 4.406,53
9- Reino Unido: R$ 4.350,31
10- Islândia: R$ 4.063,68
11- EUA: R$ 3.297,10
Pisos saláriais no Brasil
Os dados abaixo são referentes a Janeiro de 2015. Separamos os pisos saláriais de 3 profissões regulamentadas e que precisam de nivel superior para serem práticas.
1- Professores: R$ 1.917,78
2- Engenheiro Pleno: R$ 6.630
3- Médicos: R$ 11.675,94
Então, vale à pena ou não? A resposta depende. Se você está aberto a novas possibilidades, quer entender de fato como funciona a dinâmica do novo país e não se importa de trabalhar em tais funções a experiência compensa. Para quem acha que uma carreira segura vale mais e não tem disposição para um trabalho pesado, o melhor é ficar onde está. Financeiramente, os subempregos têm remunerações justas e não há luxo. É ir fazendo o que se pode até encontrar algo melhor. Antes de fazer qualquer coisa, deve se perguntar: será que estou disposto?
Vendo o lado positivo
Já deixamos claro que a rotina de um subemprego é puxada e que o melhor é não fantasia muito. Mas é possível encarar essa etapa de forma positiva e transformá-la em algo muito mais agradável. Duvida? Pois confira as nossas dicas.
Tenha em mente que está fazendo algo temporário. Mantenha os seus objetivos em vista e não desista de alcançá-los. O subemprego pode ser um degrau necessário para uma outra função.
Aproveite para integrar-se mais, seja conhecendo pessoas ou melhorando o apescto linguístico. Trabalhar também é bacana para entender o funcionamento econômico do país.
Quem pretende retornar ao Brasil, pode voltar com uma boa bagagem cultural. Experiências no exterior sempre contam pontos a mais no currículo, mesmo que você não tenha trabalhado na sua área.
Ressignifique o seu cotidiano. Muito provavelmente você passará a dar valor a certas coisas que nem imaginaria.
Seja positivo. Não precisa sentir-se obrigado a amar o que está fazendo, mas já que topou, trabalhe com dedicação. Seu trabalho é o seu cartão de visitas, nesse caso.
FONTE:
http://www.e-konomista.com.br/d/subemprego-no-exterior/
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